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Juíza da Suprema Corte dos EUA diz que só quer parar de trabalhar aos 90 anos



Documentário sobre Ruth Bader Ginsburg era um dos finalistas ao Oscar
Ruth Bader Ginsburg, juíza da Suprema Corte e tema do documentário “RBG”
Divulgação
Na premiação do Oscar, “RBG” não levou a estatueta de melhor documentário, mas o filme cumpriu seu papel de retratar uma figura excepcional para o público que ainda não a conhece. Prestes a completar 86 anos, no dia 15 de março, Ruth Bader Ginsburg não é apenas juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos, mas também um ícone pop em seu país. Indicada para o cargo pelo presidente Bill Clinton, foi empossada em 1993. Filha de imigrantes russos, casou-se e foi mãe antes de começar a estudar na Universidade Harvard, onde era uma das poucas mulheres de sua turma. Depois transferiu-se para Columbia, onde se graduou em Direito em 1959 e deu aulas. Sentiu na pele o sexismo e a misoginia, por isso dedicou boa parte de sua carreira a causas como a igualdade de gênero e os direitos das mulheres. Quando estava grávida da primogênita, teve o salário reduzido no escritório onde trabalhava. Em Harvard, o reitor pediu que as alunas justificassem o fato de estarem ocupando vagas que deveriam ser dos homens.
Suas posições liberais representam uma dor de cabeça para o presidente Donald Trump, que adoraria poder substitui-la por um magistrado conservador e alinhado com suas ideias. Mas Ruth é firme como uma rocha. Miúda, com apenas 1,55m, diagnosticada com câncer de cólon em 1999, não se ausentou da Suprema Corte durante o tratamento. Em 2009, submeteu-se a uma cirurgia para a retirada de um tumor no pâncreas. Em 2014, foi a vez de um stent na artéria coronária direita, após se sentir mal durante uma sessão de malhação – sim, sua rotina de exercícios foi retratada no talk show do comediante Stephen Colbert, que até treinou ao seu lado. Em dezembro, os médicos retiraram parte de um pulmão afetado pelo câncer, mas ela voltou ao batente em fevereiro.
O documentário, cujo título é composto de suas iniciais, foi produzido e dirigido por Betsy West e Julie Cohen. Lançado no Festival de Sundance, ano passado, se debruça sobre as muitas décadas de sua atuação. Uma das entrevistadas é a neta, que também passou por Harvard, mas numa turma onde 50% dos estudantes eram mulheres – na época da avó, havia nove moças entre os 560 alunos de Direito. Recebeu inúmeras indicações para prêmios e foi escolhido pelo National Board of Review o melhor da sua categoria em 2018. O filme se junta à sua biografia, “Notorious RBG: the life and times of Ruth Bader Ginsburg”, best-seller do The New York Times. A morte do marido, Martin Ginsburg, em 2010, ocorreu dias depois da comemoração pelos 56 anos de casamento. Trabalhar, disse ela, a ajudou a superar a perda. Ruth segue em frente, tanto que só pretende sair de cena quando completar 90 anos.
Rotina de malhação ajudou a tornar Ruth um ícone pop
Divulgação

Source: Ciencia e Saude – Juíza da Suprema Corte dos EUA diz que só quer parar de trabalhar aos 90 anos

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